segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Liga da Saúde: Fitoterapia e Obesidade...

Liga da Saúde: Fitoterapia e Obesidade...: "A Organização Mundial da Saúde define a obesidade como uma doença que resulta do desequilíbrio entre o consumo e gasto calórico e que traz a..."

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O paradoxo do Cromo: um dos nutrientes mais importantes e mais esquecidos

O Paradoxo do Cromo: Um dos Nutrientes mais Importantes e Esquecidos...


Sabe aquela vontade incontrolável de comer aquele docinho no meio da tarde ou o dia todo? Ou então níveis aumentados de glicose, colesterol e triglicerídeos no sangue, mesmo jovem? E ainda dificuldades em perder peso? Se você apresenta um destes sintomas, você pode estar com deficiência de cromo.

Diferentemente do cálcio, magnésio, zinco, potássio, fósforo, selênio, manganês, cobre e do ferro, que possuem inúmeras funções e é sabido que a deficiência de qualquer um destes nutrientes pode provocar diversas desordens bioquímicas, disfunções de tecidos e surgimento de sintomas e doenças (como osteoporose, gripes e resfriados e depressão), até então só se conhece uma única função do cromo: regular o metabolismo de carboidratos. Não parece ser algo tão grave, afinal é apenas uma única função. Porém, esta é uma das funções mais importantes do ponto de vista do metabolismo humano, pois é a responsável por gerar energia adequada para o funcionamento das células. E o paradoxo está justamente no fato de ser um elemento tão importante e, ao mesmo tempo, tão esquecido por grande parte dos médicos e nutricionistas, por não darem importância às dosagens de cromo. A conseqüência disto é a utilização de medicamentos conhecidos como “hipoglicemiantes orais”, tais quais Metformina, Glibenclamida, Rosiglitazona e Arcabose, para auxiliar no controle da glicemia. Porém, se o paciente estiver em estado de carência de cromo, bem, poderia ser mais lógico do que lançar mão de imediato destes fármacos, simplesmente a suplementação nutricional deste mineral. Esta é mais uma missão da Liga da Saúde.

É preciso então entender o processo de formação de energia: a glicose é a forma elementar de utilização de energia pelas células. Porém, por se tratar de uma molécula hidrossolúvel, ela não é capaz de atravessar a membrana plasmática celular, que possui característica lipossolúvel. Existe então um sistema de transporte da glicose para dentro da célula e a insulina é a responsável pelo início desta operação, conforme mostrado na figura 1. Ao se ligar ao seu receptor, a insulina promove uma cascata de reações (do tipo fosforilação), que no final das contas, estimula estruturas conhecidas como GLUTs, que são proteínas transportadoras de glicose, a se deslocarem para a membrana plasmática, que por sua vez captam a glicose que está no meio externo. Pois bem: toda esta dinâmica celular para “seqüestrar” a glicose para dentro da célula, que é um conjunto de reações bioquímicas, é extremamente dependente de cromo, pois este elemento é co-fator destas reações.


Na deficiência de cromo, este processo não acontece perfeitamente, os níveis de glicose no sangue permanecem elevados, elevando o risco de diabetes, e o organismo tratará de buscar outros nutrientes para geração de energia, como proteínas e gorduras, o que aumenta o risco de níveis sanguíneos elevados de colesterol, triglicerídeos, e a longo prazo, doenças renais, da microcirculação, hipertensão, retinopatias, hepatopatias e obesidade.

Para que isso não ocorra, é importante que o médico ou nutricionista esteja atento aos níveis de cromo, que no sangue, devem estar entre 0,7 a 2,2 μg/L. Maus hábitos alimentares, como o consumo de açúcares refinados, podem reduzir os níveis de cromo, o que por sua vez, aumenta o desejo por alimentos doces, criando-se aí um ciclo vicioso.

Alimentos fonte de cromo são: cereais integrais, levedura de cerveja, carnes bovinas, de aves e de peixe. Se não for suficiente, pode-se optar pela suplementação nutricional do cromo, na forma de cromo picolinato (forma de melhor biodisponibilidade), em dosagens que variam de 50 a 1.000mcg ao dia, em cápsulas. Estudos clínicos mostram que a suplementação do cromo auxilia no controle da glicemia de pacientes pré-diabéticos ou diabéticos, que utilizam ou não medicamentos hipoglicemiantes orais, reduzindo os níveis de glicose, de insulina, bem como colesterol, triglicerídeos e substâncias resultantes do estresse oxidativo (como substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico), além de auxiliar na perda de peso e no tratamento da síndrome dos ovários policísticos (que tem como base fisiopatológica a resistência insulínica e como co-morbidade a pré-diabetes / diabetes).

http://ligadasaude.blogspot.com/2011/06/o-paradoxo-do-cromo-um-dos-nutrientes.html#comment-form
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domingo, 30 de janeiro de 2011

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Guardando medicamentos em casa: o que se deve fazer?

Todo mundo tem em casa aquela farmacinha. Bom, nunca saberemos quando iremos precisar, não é verdade? Uma torção, uma febre, uma dor de barriga ou até mesmo uma dor de garganta. Bastante comum, não é? Por isso, muitas pessoas (ou quase todas) têm em seus lares medicamentos guardados para ocasiões como estas.

Pois aí é que está o problema. Armazenar medicamentos em casa é algo que fundamentalmente não deveria acontecer. Acha um exagero? Pois é, eu também. Mas tendo em vista que a população não conhece os cuidados básicos que se deve ter ao guardar um medicamento em casa, ou o faz com pouca freqüência, é preferível não tê-los a ter que tomá-los quando estiverem estragados devido à falta de cuidados.



Porém, como muitas vezes é necessário guardar medicamentos em casa, como o caso dos pacientes idosos que na maioria das vezes são “polimedicados” e tomam medicamentos de uso contínuo (por exemplo, anti-hipertensivos, hipocolesterolêmicos – para reduzir o colesterol) se faz necessário conhecer os cuidados básicos na conservação de medicamentos para ter um tratamento seguro.

Confira as dicas abaixo para garantir a integridade dos seus medicamentos:


Mantenha-os longe do alcance das crianças.

Se uma criança tomar um medicamento acidentalmente, ela pode ter complicações orgânicas sérias e chegar a óbito. O metabolismo da criança, ou seja, a forma como funciona o organismo da criança, ainda não está completamente formado. Isto a torna mais susceptível a problemas relacionados com medicamentos. Por isto, devem tomar medicamentos somente sob prescrição médica.


Guarde-os em suas embalagens originais e bem fechadas.

Evite retirá-los da embalagem original, pois os componentes podem sofrer degradação físico-química ou microbiológica, comprometendo assim sua eficácia e segurança.


· Não guarde medicamentos fora do prazo de validade ou que apresentarem alguma alteração na coloração ou aspecto.

Os medicamentos vencidos e/ou que tiveram composição cujo aspecto ou a coloração sofreram alteração, com certeza apresentam alguma degradação em seus componentes químicos e se utilizados, podem apresentar risco à saúde. Devem ser devolvidos à farmácia para que seja feito o descarte técnico. Jogar no lixo pode contaminar o ambiente e promover acidentes em outras pessoas.


Evite guardar medicamentos no banheiro

O banheiro é um dos ambientes mais úmidos da casa e grande parte dos medicamentos possui componentes que sofrem hidrólise, ou seja, se degradam quando permanecem por um tempo em contato com a água. O ideal é manter em um local seco, longe do calor, da luz e da umidade. É preferível guardá-los em caixas com tampa, dentro de armários em salas e quartos.


Não guarde medicamentos junto com venenos ou outras substâncias perigosas.

Armazenar medicamentos junto com venenos ou substâncias tóxicas aumenta o risco de contaminação com tais produtos e dessa forma, o risco de intoxicação. Lugar de medicamento é junto com outros medicamentos apenas. Também não deve estar junto com alimentos.


Mantenha uma lista com os medicamentos que usa e as suas dosagens.

Dessa forma, você saberá o que está tomando, para que está tomando e até quando estará tomando. Isso minimiza riscos de substituir um pelo outro, tornando mais segura a terapia.

domingo, 28 de novembro de 2010

Conheça a Síndrome de Raynaud

A doença de Raynaud e o fenômeno de Raynaud são distúrbios nos quais pequenas artérias (arteríolas), geralmente dos dedos das mãos e dos pés, sofrem um espasmo e, em conseqüência, a pele torna-se pálida ou apresenta manchas irregulares avermelhadas ou azuladas.

Os médicos utilizam o termo “doença de Raynaud” quando não existe uma causa subjacente aparente e o termo “fenômeno de Raynaud” quando a causa é conhecida. Em alguns casos, a causa subjacente não pode ser diagnosticada no início, mas ela torna-se evidente dentro de um período de dois anos. Entre 60% e 90% dos casos de doença de Raynaud oc
orrem em mulheres jovens.







Causas

As possíveis causas incluem a esclerodermia, artrite reumatóide, aterosclerose, distúrbios nervosos, hipoatividade da tireóide, lesões e reações a determinados medicamentos, como a ergotamina e a metilsergida. Alguns indivíduos que apresentam o fenômeno de Raynaud também apresentam enxaqueca, angina variante e hipertensão pulmonar (aumento da pressão arterial nos pulmões).

Essas associações sugerem que a causa dos espasmos arteriais pode ser a mesma em todos esses distúrbios. Qualquer fator que estimule o sistema nervoso simpático como, por exemplo, emoções ou a exposição ao frio, pode causar espasmos arteriais.



Sintomas e Diagnóstico

O espasmo de pequenas artérias dos dedos das mãos e dos pés ocorre rapidamente e, muito freqüentemente, é desencadeado pela exposição ao frio. O espasmo pode durar minutos ou horas. Os dedos tornam-se pálidos, geralmente em forma de manchas. Pode ocorrer acometimento de apenas um dos dedos da mão ou do pé ou parte de um ou de mais dedos, com a formação de áreas irregulares vermelhas e brancas. Quando o episódio termina, as áreas afetadas podem tornar- se mais rosadas que o normal ou azuladas. Habitualmente, os dedos atingidos não doem, mas são comuns a ocorrência de insensibilidade ou formigamento, sensação de alfinetadas e agulhadas e de queimação.

O aquecimento das mãos ou dos pés restaura a cor e as sensações normais. No entanto, quando o indivíduo apresenta o fenômeno de Raynaud há muito tempo (especialmente na presença de esclerodermia), a pele dos dedos pode sofrer alterações permanentes, apresentando um aspecto liso, brilhante e distendido. Pequenas lesões dolorosas podem ocorrer nas pontas dos dedos. Para diferenciar a oclusão arterial do espasmo arterial, os médicos solicitam exames laboratoriais antes e após a exposição ao frio intenso.


Tratamento


Um trabalho publicado em 2009 fez uma revisão bibliográfica sobre as medidas terapêuticas da síndrome. Segundo os autores, existem dois tipos de tratamentos: a medicamentosa e a não-medicamentosa.


Terapia Não-Medicamentosa

O controle da doença na forma suave é quase exclusivamente conservativa, mudando as condições de estilo de vida que disparam o problema, ou seja, medidas não medicamentosas, como a proteção do tronco, dos membros superiores e inferiores contra o frio. Os indivíduos afetados devem interromper o tabagismo, pois a nicotina promove a constrição dos vasos sangüíneos. Para alguns poucos indivíduos, as técnicas de relaxamento, como o biofeedback, podem reduzir os espasmos.

O consumo de gorduras poliinsaturadas ricas em ômega 3, encontradas em óleos vegetais e em peixes, pode auxiliar no controle da doença. Eles são precursores de eicosanóides que promovem ação anti-inflamatória, anti-arrítmica, anti-trombótica e vasodilatadora. Estes efeitos podem produzir melhor tolerância ao frio, retardar o início do vasoespasmo e melhorar a resposta à isquemia. Estes nutrientes podem ser encontrados também em cápsulas de óleo de peixe e de linhaça, pois possuem alto teor de EPA (ácido eicosapentanóico) e DHA (ácido docosahexanóico). O consumo de 200mg por dia destes ácidos trazem resultados positivos.

Técnicas de relaxamento e acupuntura podem ser adotadas com boa resposta nos pacientes os quais têm no estresse o gatilho para desencadear o problema.


Terapia Farmacológica


Quando a doença de Raynaud não respondeu às medidas acima e encontra-se em estágio serevo, recomenda-se utilizar medicamentos. Os objetivos terapêuticos consistem em reduzir a frequência e severidade ds episódios de vasoconstrição, manter a circulação sanguínea e prevenir surgimento de úlceras, isquemia e necrose tecidual.

Na maioria dos casos severos, onde a isquemia crônica é causada por alteração da estrutura vascular, a estratégia terapêutica deve ser a manutenção da circulação sanguínea adequada e prevenir a vaconstricção e evidar a necrose.

Um grande de variedade de drogas podem ser utilizadas, dentre as quais:

  • Vasodilatadores
  • Agentes simpaticolíticos
  • Prostaglandinas
  • Inibidores da ECA
  • Bloqueadores dos receptores de angiotensina
  • Inibidores de Tromboxano A2
  • Antagonistas de serotonina
  • Outras drogas (griseofulvina)

Porém, estes medicamentos devem ser prescritos por um médico que tenha realizado diagnóstico adequadamente e tomados sob seu acompanhamento, tendo em vista que estas classes de medicamentos promovem efeitos adversos por vezes sérios e com frequência significativa.




Referências Bibliográficas


1. Manual Merck de Informação Médica - Saúde Para a Família, 2010
.
2. GARCIA-CARRASCO M, et al. Treatment of Raynaud's phenomenon. Autoimmun Rev. 2008 Oct;8(1):62-8

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Suplementação Nutricional de B6, B9 e B12 na Nefropatia Diabética pode provocar complicações renais


A suplementação nutricional com as vitaminas B6, B9 e B12 tem sido utilizada classicamente como estratégia para reduzir os níveis plasmáticos de um importante metabólito que é fator de risco cardiovascular: a homocisteína.





Em uma revisão publicada em 2004 no periódico The Lancet of Neurology , pesquisadores sugerem um protocolo de tratamento da hiper-homocisteinemia à base de uma suplementação com estes nutrientes, pois mostrou ser eficaz na redução do risco cardiovascular e foi bem tolerado pelo grupo tratado (Schwammenthal, Y; Tanne, 2004).


Entretanto, um
estudo recente publicado no Jornal of American Medical Association mostrou que a suplementação com estas vitaminas pode exacerbar o declínio da função renal e aumentar o risco de doença vascular em pacientes com neuropatia diabética. (House, 2010)

O Estudo DIVINe (the Diabetic Intervention with Vitamins to Improve Nephropathy) randomizou e investigou de forma controlada 238 pacientes com diabetes melitus tipo 1 ou 2 e com nefropatia diabética avançada, com uma suplementação de Piridoxina (25 mg/d), Ácido Fólico (2,5 mg/d) e Cianocobalamina (1 mg/d) ou placebo e acompanhados durante 32 meses.

Em comparação ao grupo placebo, as altas doses de B6/9/12 produziram uma redução já esperada dos níveis de homocisteína (−2.2 μmol/l versus +2.6 μmol/l; p <0.001). p="0,04)." style="font-weight: bold;">



Referências

House, A. A. et al. Effect of B-Vitamin therapy on progression of diabetic nephropathy: A randomized controlled trial. JAMA 303, 1603–1609 (2010).

Schwammenthal, Y; Tanne, D. Homocysteine, B-vitamin supplementation, and stroke prevention: from observational to interventional trials. Lancet Neurol 2004; 3: 493–95



sábado, 30 de outubro de 2010

Post de abertura | Bem-Vindos!


Bem vindo ao Ciência Magistral, um blog dedicado à questões relacionadas com a área farmacêutica, nutricional, médica e da saúde de uma forma global.


Sou farmacêutico, pesquisador, curioso e como costumo semanalmente ler publicações científicas, decidi por os artigos mais relevantes expostos neste blog, para poder compartilhar com os que tem interesse pela temática das ciências da saúde e biológicas, e assim trocar idéias, experiências e criar um ambiente de reflexão e conhecimento útil para o dia-a-dia.


Enjoy it!