Um blog voltado para novidades, notícias e compartilhamento de informações relevantes sobre a temática das Ciências da Saúde.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Liga da Saúde: Fitoterapia e Obesidade...
segunda-feira, 20 de junho de 2011
O paradoxo do Cromo: um dos nutrientes mais importantes e mais esquecidos
O Paradoxo do Cromo: Um dos Nutrientes mais Importantes e Esquecidos...
domingo, 30 de janeiro de 2011
Polacow: A ANVISA esta preparando mais um duro golpe contra...
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Guardando medicamentos em casa: o que se deve fazer?
Pois aí é que está o problema. Armazenar medicamentos em casa é algo que fundamentalmente não deveria acontecer. Acha um exagero? Pois é, eu também. Mas tendo em vista que a população não conhece os cuidados básicos que se deve ter ao guardar um medicamento em casa, ou o faz com pouca freqüência, é preferível não tê-los a ter que tomá-los quando estiverem estragados devido à falta de cuidados.
Porém, como muitas vezes é necessário guardar medicamentos em casa, como o caso dos pacientes idosos que na maioria das vezes são “polimedicados” e tomam medicamentos de uso contínuo (por exemplo, anti-hipertensivos, hipocolesterolêmicos – para reduzir o colesterol) se faz necessário conhecer os cuidados básicos na conservação de medicamentos para ter um tratamento seguro.
Confira as dicas abaixo para garantir a integridade dos seus medicamentos:
Mantenha-os longe do alcance das crianças.
Se uma criança tomar um medicamento acidentalmente, ela pode ter complicações orgânicas sérias e chegar a óbito. O metabolismo da criança, ou seja, a forma como funciona o organismo da criança, ainda não está completamente formado. Isto a torna mais susceptível a problemas relacionados com medicamentos. Por isto, devem tomar medicamentos somente sob prescrição médica.
Guarde-os em suas embalagens originais e bem fechadas.
Evite retirá-los da embalagem original, pois os componentes podem sofrer degradação físico-química ou microbiológica, comprometendo assim sua eficácia e segurança.
· Não guarde medicamentos fora do prazo de validade ou que apresentarem alguma alteração na coloração ou aspecto.
Os medicamentos vencidos e/ou que tiveram composição cujo aspecto ou a coloração sofreram alteração, com certeza apresentam alguma degradação em seus componentes químicos e se utilizados, podem apresentar risco à saúde. Devem ser devolvidos à farmácia para que seja feito o descarte técnico. Jogar no lixo pode contaminar o ambiente e promover acidentes em outras pessoas.
Evite guardar medicamentos no banheiro
O banheiro é um dos ambientes mais úmidos da casa e grande parte dos medicamentos possui componentes que sofrem hidrólise, ou seja, se degradam quando permanecem por um tempo em contato com a água. O ideal é manter em um local seco, longe do calor, da luz e da umidade. É preferível guardá-los em caixas com tampa, dentro de armários em salas e quartos.
Não guarde medicamentos junto com venenos ou outras substâncias perigosas.
Armazenar medicamentos junto com venenos ou substâncias tóxicas aumenta o risco de contaminação com tais produtos e dessa forma, o risco de intoxicação. Lugar de medicamento é junto com outros medicamentos apenas. Também não deve estar junto com alimentos.
Mantenha uma lista com os medicamentos que usa e as suas dosagens.
domingo, 28 de novembro de 2010
Conheça a Síndrome de Raynaud
A doença de Raynaud e o fenômeno de Raynaud são distúrbios nos quais pequenas artérias (arteríolas), geralmente dos dedos das mãos e dos pés, sofrem um espasmo e, em conseqüência, a pele torna-se pálida ou apresenta manchas irregulares avermelhadas ou azuladas.Os médicos utilizam o termo “doença de Raynaud” quando não existe uma causa subjacente aparente e o termo “fenômeno de Raynaud” quando a causa é conhecida. Em alguns casos, a causa subjacente não pode ser diagnosticada no início, mas ela torna-se evidente dentro de um período de dois anos. Entre 60% e 90% dos casos de doença de Raynaud ocorrem em mulheres jovens.
CausasAs possíveis causas incluem a esclerodermia, artrite reumatóide, aterosclerose, distúrbios nervosos, hipoatividade da tireóide, lesões e reações a determinados medicamentos, como a ergotamina e a metilsergida. Alguns indivíduos que apresentam o fenômeno de Raynaud também apresentam enxaqueca, angina variante e hipertensão pulmonar (aumento da pressão arterial nos pulmões).
Essas associações sugerem que a causa dos espasmos arteriais pode ser a mesma em todos esses distúrbios. Qualquer fator que estimule o sistema nervoso simpático como, por exemplo, emoções ou a exposição ao frio, pode causar espasmos arteriais.
Sintomas e Diagnóstico
O espasmo de pequenas artérias dos dedos das mãos e dos pés ocorre rapidamente e, muito freqüentemente, é desencadeado pela exposição ao frio. O espasmo pode durar minutos ou horas. Os dedos tornam-se pálidos, geralmente em forma de manchas. Pode ocorrer acometimento de apenas um dos dedos da mão ou do pé ou parte de um ou de mais dedos, com a formação de áreas irregulares vermelhas e brancas. Quando o episódio termina, as áreas afetadas podem tornar- se mais rosadas que o normal ou azuladas. Habitualmente, os dedos atingidos não doem, mas são comuns a ocorrência de insensibilidade ou formigamento, sensação de alfinetadas e agulhadas e de queimação.
O aquecimento das mãos ou dos pés restaura a cor e as sensações normais. No entanto, quando o indivíduo apresenta o fenômeno de Raynaud há muito tempo (especialmente na presença de esclerodermia), a pele dos dedos pode sofrer alterações permanentes, apresentando um aspecto liso, brilhante e distendido. Pequenas lesões dolorosas podem ocorrer nas pontas dos dedos. Para diferenciar a oclusão arterial do espasmo arterial, os médicos solicitam exames laboratoriais antes e após a exposição ao frio intenso.
Tratamento
Um trabalho publicado em 2009 fez uma revisão bibliográfica sobre as medidas terapêuticas da síndrome. Segundo os autores, existem dois tipos de tratamentos: a medicamentosa e a não-medicamentosa.
Terapia Não-Medicamentosa
O controle da doença na forma suave é quase exclusivamente conservativa, mudando as condições de estilo de vida que disparam o problema, ou seja, medidas não medicamentosas, como a proteção do tronco, dos membros superiores e inferiores contra o frio. Os indivíduos afetados devem interromper o tabagismo, pois a nicotina promove a constrição dos vasos sangüíneos. Para alguns poucos indivíduos, as técnicas de relaxamento, como o biofeedback, podem reduzir os espasmos.
O consumo de gorduras poliinsaturadas ricas em ômega 3, encontradas em óleos vegetais e em peixes, pode auxiliar no controle da doença. Eles são precursores de eicosanóides que promovem ação anti-inflamatória, anti-arrítmica, anti-trombótica e vasodilatadora. Estes efeitos podem produzir melhor tolerância ao frio, retardar o início do vasoespasmo e melhorar a resposta à isquemia. Estes nutrientes podem ser encontrados também em cápsulas de óleo de peixe e de linhaça, pois possuem alto teor de EPA (ácido eicosapentanóico) e DHA (ácido docosahexanóico). O consumo de 200mg por dia destes ácidos trazem resultados positivos.
Técnicas de relaxamento e acupuntura podem ser adotadas com boa resposta nos pacientes os quais têm no estresse o gatilho para desencadear o problema.
Terapia Farmacológica
Quando a doença de Raynaud não respondeu às medidas acima e encontra-se em estágio serevo, recomenda-se utilizar medicamentos. Os objetivos terapêuticos consistem em reduzir a frequência e severidade ds episódios de vasoconstrição, manter a circulação sanguínea e prevenir surgimento de úlceras, isquemia e necrose tecidual.
Na maioria dos casos severos, onde a isquemia crônica é causada por alteração da estrutura vascular, a estratégia terapêutica deve ser a manutenção da circulação sanguínea adequada e prevenir a vaconstricção e evidar a necrose.
Um grande de variedade de drogas podem ser utilizadas, dentre as quais:
- Vasodilatadores
- Agentes simpaticolíticos
- Prostaglandinas
- Inibidores da ECA
- Bloqueadores dos receptores de angiotensina
- Inibidores de Tromboxano A2
- Antagonistas de serotonina
- Outras drogas (griseofulvina)
Porém, estes medicamentos devem ser prescritos por um médico que tenha realizado diagnóstico adequadamente e tomados sob seu acompanhamento, tendo em vista que estas classes de medicamentos promovem efeitos adversos por vezes sérios e com frequência significativa.
Referências Bibliográficas
1. Manual Merck de Informação Médica - Saúde Para a Família, 2010.
2. GARCIA-CARRASCO M, et al. Treatment of Raynaud's phenomenon. Autoimmun Rev. 2008 Oct;8(1):62-8
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Suplementação Nutricional de B6, B9 e B12 na Nefropatia Diabética pode provocar complicações renais
A suplementação nutricional com as vitaminas B6, B9 e B12 tem sido utilizada classicamente como estratégia para reduzir os níveis plasmáticos de um importante metabólito que é fator de risco cardiovascular: a homocisteína.
Em uma revisão publicada em 2004 no periódico The Lancet of Neurology , pesquisadores sugerem um protocolo de tratamento da hiper-homocisteinemia à base de uma suplementação com estes nutrientes, pois mostrou ser eficaz na redução do risco cardiovascular e foi bem tolerado pelo grupo tratado (Schwammenthal, Y; Tanne, 2004).
Entretanto, um estudo recente publicado no Jornal of American Medical Association mostrou que a suplementação com estas vitaminas pode exacerbar o declínio da função renal e aumentar o risco de doença vascular em pacientes com neuropatia diabética. (House, 2010)
O Estudo DIVINe (the Diabetic Intervention with Vitamins to Improve Nephropathy) randomizou e investigou de forma controlada 238 pacientes com diabetes melitus tipo 1 ou 2 e com nefropatia diabética avançada, com uma suplementação de Piridoxina (25 mg/d), Ácido Fólico (2,5 mg/d) e Cianocobalamina (1 mg/d) ou placebo e acompanhados durante 32 meses.
Em comparação ao grupo placebo, as altas doses de B6/9/12 produziram uma redução já esperada dos níveis de homocisteína (−2.2 μmol/l versus +2.6 μmol/l; p <0.001). p="0,04)." style="font-weight: bold;">
Referências
House, A. A. et al. Effect of B-Vitamin therapy on progression of diabetic nephropathy: A randomized controlled trial. JAMA 303, 1603–1609 (2010).
Schwammenthal, Y; Tanne, D. Homocysteine, B-vitamin supplementation, and stroke prevention: from observational to interventional trials. Lancet Neurol 2004; 3: 493–95
sábado, 30 de outubro de 2010
Post de abertura | Bem-Vindos!

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